Com o aumento da frota elétrica nas grandes cidades, cresce também a demanda por pontos de recarga em edifícios residenciais. Esse novo cenário traz implicações importantes para o setor de seguros. A instalação de carregadores em garagens compartilhadas levanta questionamentos sobre responsabilidade civil, cobertura de equipamentos e possíveis danos elétricos na estrutura do condomínio.

Para o proprietário do EV, é fundamental incluir no seguro a proteção contra danos elétricos decorrentes de oscilações na rede, além de verificar se há cobertura para o cabo de carregamento — item frequentemente exposto e sujeito a furtos. Já para o condomínio, o ideal é revisar a apólice predial, garantindo que a infraestrutura elétrica adaptada esteja devidamente segurada.

Outro fator relevante envolve incêndios. Embora veículos elétricos não apresentem risco superior comprovado em relação aos tradicionais, as seguradoras analisam a adequação das instalações elétricas antes de aprovar determinadas coberturas. Sistemas certificados, projetos técnicos assinados por engenheiros e equipamentos homologados reduzem riscos e podem influenciar positivamente no valor do seguro.

O crescimento da mobilidade elétrica também cria oportunidades: seguradoras têm desenvolvido produtos específicos para condomínios com múltiplos pontos de recarga, oferecendo pacotes personalizados. A tendência é que, com maior padronização e regulamentação, os custos se tornem mais acessíveis e as coberturas mais completas.

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